segunda-feira, 27 de maio de 2013

Morreu Roberto Civita, o criador de VEJA

Do interino- Reprodução site Revista Veja
Ele dedicou 55 de seus 76 anos à paixão de editar revistas, nunca se afastou do compromisso com o leitor e com o Brasil e fez da Abril um dos maiores grupos de comunicação da América Latina
Roberto Civita, diretor editorial e presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, morreu neste domingo, às 21h41, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, devido à falência de múltiplos órgãos, depois de três meses internado para a correção de um aneurisma abdominal. Civita deixa a mulher Maria Antonia, os filhos do primeiro casamento Giancarlo, Roberta e Victor, além de seis netos e enteados. O velório acontece nesta segunda-feira, 27 de maio, a partir das 11h, no Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, São Paulo.
Roberto Civita
Memória - “Gosto de ser editor e o que eu sei fazer é revista”, dizia Roberto Civita. Mesmo depois de 1990, quando a morte de Victor Civita o levou a assumir o comando da Abril e chefiar o processo de diversificação do grupo fundado pelo pai, ele nunca se afastou da atividade que o seduziu definitivamente na década de 60, quando começou a por em prática os conhecimentos assimilados anos antes, na sua segunda temporada nos Estados Unidos. Nascido em Milão, Roberto Civita morou em Nova York de 1939 a 1949, quando veio para São Paulo. O bom desempenho no Colégio Graded garantiu-lhe uma bolsa de estudos nos EUA, onde percorreu, ao longo da década de 50, caminhos que o levariam à descoberta da vocação profissional e à volta definitiva ao Brasil.
Depois de interromper o curso de Física Nuclear na Universidade Rice, no Texas, para diplomar-se em jornalismo e economia na Universidade da Pensilvânia, Roberto Civita conseguiu um estágio na editora Time Inc, que controlava as revistas Time, Life e Sports Illustrated. Durante um ano e meio, familiarizou-se com todos os setores da empresa, da redação à contabilidade. Em 1958, quando Victor Civita perguntou ao filho que acabara de voltar o que pretendia fazer, ouviu a resposta que apressaria a entrada da Abril no universo jornalístico: “Quero fazer uma revista de informação semanal, como a Time, uma revista de negócios como a Fortune e uma revista como a Playboy”, respondeu.
Pioneirismo - O pai prometeu preparar a empresa para o passo audacioso, consumado em 11 de setembro de 1968, quando chegou às bancas a primeira edição de VEJA. Roberto Civita participou intensamente das experiências pioneiras que resultaram no lançamento deRealidadeExameQuatro Rodas ou Playboy. Mas nada o deixava mais emocionado que recordar a trajetória descrita pela primeira revista semanal de informação do Brasil. Foi ele quem a criou. E foi ele o primeiro e único editor de VEJA, hoje a maior publicação do gênero fora dos Estados Unidos.
“Ninguém é mais importante que o leitor, e ele merece saber o que está acontecendo”, lembrava aos recém-chegados. “VEJA existe para contar a verdade. A fórmula é muito simples. Difícil é aplicá-la o tempo todo”. Sobretudo em ambientes hostis à liberdade de expressão, aprendeu Roberto Civita três meses depois do parto da revista. Em 13 de dezembro de 1968, a decretação do Ato Institucional n° 5 transformou o que era um governo autoritário numa ditadura militar sem disfarces. A capa da edição que noticiou o endurecimento do regime exibiu uma foto do general-presidente Arthur da Costa e Silva sentado, sozinho, no plenário do Congresso que o AI-5 havia fechado. Os chefes militares não gostaram da imagem, e ordenaram a apreensão de todos os exemplares. A essa violência seguiu-se a instauração da censura prévia, que só em meados da década seguinte deixaria de tolher os passos de VEJA.
Risonho, cordial, otimista, Roberto Civita sempre acreditou que nenhuma atividade vale a pena se não for praticada com prazer. “Você está se divertindo?”, perguntava insistentemente aos profissionais com quem convivia. Mantinha-se otimista mesmo quando contemplava a face sombria do país. Para ele, o Brasil só conseguiria atacar com eficácia seus muitos problemas se antes aperfeiçoasse o sistema educacional, modernizasse o capitalismo nativo, removesse os entraves à livre iniciativa e consolidasse o estado democrático de direito. “O que VEJA defende, em essência, é o cumprimento da Constituição e das leis”, repetia. Também essa fórmula parece simples. Difícil é colocá-la em prática. Foi o que o editor de VEJA sempre soube fazer.

domingo, 26 de maio de 2013

Defendo a união da oposição no 1º turno

» entrevista » Robinson Faria

Embora admita que a escolha do candidato de oposição ao Governo estadual será apenas no próximo ano, o vice-governador Robinson Faria, presidente estadual do PSD, confirma que não vislumbra outro cenário não seja sua candidatura a esse cargo. Ele diz não temer um desfecho semelhante ao de 2010, quando foi preterido, na definição do candidato a governador pela aliança política da qual fazia parte. “O quadro é diferente um pouco, embora minha caminhada seja muito parecida. Estou buscando dar continuidade ao projeto e viabilizar o meu nome. Porém, agora estamos no arco de aliança da oposição, no qual, novamente, estou ao lado de Wilma e espero estar junto com ela em 2014”, afirmou. Embora evite definir a composição da chapa majoritária, o próprio Robinson Faria, questionado sobre quem seria o vice, traça um cenário:  “Vamos admitir um exercício, se Wilma optar por disputar a Câmara Federal, o PSB, automaticamente, fica com o direito de indicar o vice-governador porque, na acomodação, estaria com Fátima Bezerra para o Senado e nosso nome para o Governo”. Sobre o pleito 2014, as articulações políticas e a candidatura ao Governo, Robinson Faria concedeu a seguinte entrevista à TRIBUNA DO NORTE:
                         Alberto Leandro
Robinson está decidido a concorrer ao Governo e diz não temer ser chamado de ansioso
Robinson está decidido a concorrer ao Governo e diz não temer ser chamado de ansioso

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, se colocou também em uma possível disputa ao Governo. Como o senhor avalia esse posicionamento?
É muito legítimo Wilma, que governou o Estado durante oito anos, se posicionar desta maneira. Ninguém pode questionar o direito dela de colocar o seu nome para a ser analisado ao Governo, como também ela colocou para o Senado e Câmara Federal. É um direito legítimo. A oposição dialoga o tempo inteiro. Estamos conversando. Existem pessoas lembrando nas caminhadas o nome de Wilma, o que é perfeitamente natural. Como há também hoje, por parte nossa, do PSD, uma caminhada para viabilizar um projeto de Governo. O PSD não esconde de ninguém. Isso não gera conflito porque cada um tem seu direito de caminhar e, posteriormente, no momento da decisão, vamos dialogar porque somos partido de oposição ao Governo do DEM. O PSD, o PSB de Wilma, o PDT de Natal, o PC do B... Vamos dialogar. Esse grupo terminou unido no segundo turno de Carlos Eduardo. Eu venho defendendo há muito tempo que permaneça unido até 2014. Quero que, a partir desse grupo, possa surgir uma chapa majoritária. Com relação aos nomes, cada um vai fazer sua caminhada e, lá na frente, discutir a viabilidade, o arco de aliança. Isso é natural. Não tenho nada a questionar. Mas também, por outro lado, vou continuar minha caminhada que é um direito que eu tenho. Até porque já tentei viabilizar esse projeto em 2010, estou apenas dando continuidade a um projeto que foi adiado de 2010 para cá.

O senhor defende que essa aliança já seja feita no primeiro turno ou cada candidato seria testado para uma união no segundo turno?
Eu defendo que seja no primeiro turno, que ocorra um diálogo maduro, de muita sinceridade, de desarmamento e que possamos ter uma oposição unida. Não é interessante uma oposição dividida. Eu defendo que tenha o máximo de desarmamento, boa vontade, cooperação entre os partidos de oposição. Acho que isso é o caminho natural e lá na frente conheceremos quem serão os candidatos. Eu aposto muito no caminho natural da política.
                          Alberto Leandro
Robinson Faria foi deputado estadual por 24 anos e nos últimos dois mandatos exerceu a presidência da Assembleia. Atualmente, é presidente estadual do PSD
Robinson Faria foi deputado estadual por 24 anos e nos últimos dois mandatos exerceu a presidência da Assembleia. Atualmente, é presidente estadual do PSD

O senhor afirmou que poderão vir outros nomes ao Governo pela oposição. Mas o senhor estaria disposto a abrir mão do projeto de disputar o Executivo e em que situação?
Eu sou contra, na política, a desfaçatez. Não quero aqui conceituar o comportamento de ninguém. Porém, sou contra a desfaçatez. O político tem que dialogar de forma aberta com a população e não é nenhum pecado você externar seu sentimento, seu desejo, de se colocar como um nome a um cargo no Estado. Eu me coloco e o PSD coloca o meu nome como um pré-candidato para viabilizar um projeto de candidato a Governo do Estado. Isso é uma posição clara minha: Estou tentando viabilizar o meu nome para ser candidato a governador. Mas eu nunca irei contra a realidade. Se eu, lá na frente, entender que não é o meu momento, lógico que não serei candidato por teimosia, por vaidade. Serei candidato apenas se eu entender , e meu grupo, que há uma viabilidade em 2014. Será feita a leitura através de pesquisa, consulta às bases, caminhadas com receptividade no meio da rua, que é o que estou fazendo agora. E isso tem sido muito bom, interessante, essa minha caminhada. Por onde eu passo encontro incentivo. Entendo também que, dos nomes colocados, o meu é o menos conhecido, porque nunca disputei uma eleição majoritária. Não tenho o recall que outros nomes têm. Nunca fui candidato a uma eleição majoritária. Eu fui a vice-governador, que não é protagonista de uma eleição. O candidato ao Governo é o protagonista. Grande parte do Estado ainda não conhece Robinson Faria, não conhece minha história, o que eu já fiz como deputado, como presidente da Assembleia. Não conhece minhas propostas, o que penso sobre o Estado. Eu vou ter um tempo para me apresentar para uma grande parte da população que ainda não me conhece, não sabe do meu perfil. Eu sei que isso é difícil, porque o Estado é muito grande. Mas estou motivado para ter essa oportunidade. Temos ainda uma caminhada para o Estado conhecer o meu trabalho, o que eu posso fazer. Na hora certa vamos discutir. Mas quero dizer que hoje: Eu vou adiante. E não estou com nenhuma preocupação que possa diminuir minha intensidade, minha motivação de representar e de dizer que estou buscando viabilizar o meu nome para o Governo do Estado.

Em 2010 o quadro era semelhante ao que está posto agora. O senhor tinha potencial para ser candidato a governador, mas terminou sendo candidato a vice da hoje governadora Rosalba Ciarlini. Qual a diferença que há agora para lhe fazer pensar que poderá ser diferente?

Em 2010 é uma história mais ou menos parecida com a de agora. Eu busquei ser candidato a governador, comecei a percorrer o Estado. Cheguei a ser o primeiro colocado nas pesquisas do sistema governista na época, que era liderado por Wilma de Faria. Tinham quatro nomes, o meu, o de João Maia, o de Carlos Eduardo e o de Iberê. Cheguei a mostrar a Wilma que o meu era o nome que tinha a melhor aceitação nas pesquisas. O primeiro nome era o meu, o segundo o de Carlos Eduardo, o terceiro de Iberê e o quarto de João Maia. A então governadora  tinha conhecimento dessa pesquisa, eu mostrei para ela, propus que fizesse outra para escolher o nome. Mas ela não aceitou, terminou que eu me senti um pouco injustiçado, porque  a minha candidatura era a mais bem aceita do grupo e eu não fui o candidato. Isso facilitou meu entendimento para compor a chapa com Rosalba. O quadro é diferente um pouco, embora minha caminhada seja muito parecida. Estou buscando dar continuidade ao projeto e viabilizar o meu nome. Porém, agora estamos no arco de aliança da oposição, na qual, novamente, estou ao lado de Wilma de Fraia e espero estar junto com ela em 2014.
Fonte da Tribuna do Norte

sexta-feira, 24 de maio de 2013

VERIADORES VISITA A ESCOLA DO SITIO TRAPIÁ

O Vereador, Erivan Elias e a Vereadora Edna Jacinto, visitam a Escola Municipal, no Sitio Trapiá, para apurar algumas dificuldades que a escola vem passando e apresentar para os alunos qual é o papel do vereador no município. Alunos relatam que quando tem merenda é Sempre cuscuz com salsicha ou sopa de carne moída, ou macarrão com carne moída, às vezes bolo ou biscoito, mais tem semana que faltam duas vezes, e são liberados as 15:00 horas.





quarta-feira, 22 de maio de 2013

Governadora não responde a Pauta do GRITO DA SECA RN,sede de água e de direitos

Como já era se esperar a Governadora Rosalba Ciarlini Rosado, não apresentou nada de novo para as reivindicações apresentadas pelo FOCAMPO. Apenas comentou o que já está "fazendo" e as velhas promessas de sempre, falando dos governos anteriores e tatiando palavras para tentar justiticar o congelamento da ação estatatal (burocracia, decisões judiciais, governo passado etc)

A classe trabalhadora tem que continuar mobilizada e protestando contra o descaso do Governo Rosalba.

A FETARN participa hoje em Brasília-DF das negociações do Grito da Terra Brasil/2013 e logo em seguida vai realizar uma avaliação da mobilização e planejar novos protestos contra tamanha desconsideração para com os trabalhadores/as rurais doRN.

DESDE JÁ AGRADECEMOS PUBLICAMENTE A TODOS OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RUAIS QUE PARTICIPARAM DO GRITO, ESPECIALMENTE, AOS SINDICATOS DE TRABALHADORES RURAIS FILIADOS A FETARN.

A Diretoria da FETARN está sempre pronta para enfrentar e apoiar as reivindicações da categoria organizada.










 
Fonte da FETARN

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ato Publico em Serra Caiada - RN

           Servidores Municipais da Saúde de Serra Caiada Saíram as Ruas, Para Reivindicar o Direito do 13º Salario, o Cumprimento da Lei! Horas Extras e 25% de Adicional Noturno, e na Luta Pela Regulamentação da Profissão dos Condutores de Ambulância do Rio Grande do Norte e de Todo Brasil Junto ao SANDSAÚDE, SINDIMARN e o Sindicato dos Motoristas Municipais do Estado.
 








 









FETARN Participa Hoje do Grito da Seca RN, Organizado Pelo FOCAMPO

Grito da Seca RN: sede de água, sede de direitos

Hoje 21 de maio, o campo e a cidade se juntarão para realizar o Grito da Seca no Rio Grande do Norte, uma atividade que irá mobilizar cerca de 5 mil agricultores e agricultoras familiares de várias regiões do estado. Será um grito de sede de água e de direitos, pois essas comunidades rurais estão sofrendo com as consequências da estiagem prolongada no semiárido potiguar e com a ausência de investimentos em ações estruturantes para a convivência com o semiárido. O Grito da Seca esta acontecendo hoje dia 21 de maio, com concentração na Central de Comercialização da Agricultura Familiar na (Av. Jaguarai com Cap. Mor Gouveia), até o estádio Arena das Dunas, onde acontecerá um ato público. Em seguida, será entregue uma pauta de reivindicações ao governo estadual e federal. Os agricultores ficarão mobilizados em Natal para negociarem com outros órgãos (INCRA, CONAB, BNB).

A mobilização, que é organizada pelo Fórum do Campo Potiguar, objetiva denunciar, à sociedade, o descaso e o abandono dos agricultores (as) nos últimos anos e durante a atual seca, que é considerada a maior seca dos últimos 50 anos. As políticas anunciadas, a maioria delas ainda não implementadas pelos Governos Federal e Estadual são insuficientes, sendo que algumas dessas iniciativas fortalecem a lógica da Indústria da Seca e reforçam a ideia equivocada de que o único problema é a falta ou a pouca chuva, quando na verdade trata-se de um problema político de privilegiar megaprojetos e megaeventos ao invés de se garantir direitos e democratização no acesso a água, terra, assistência técnica, etc.

A pauta do “Grito da Seca: Sede de água e de direitos” foi construída pelo FOCAMPO (FETARN, FETRAF, ASA, MST, MMM, MLB, CSP-Conlutas, CUT, Comitê Popular da Copa, MLST, CPT, Pastorais Sociais, FETAM, Levante Popular da Juventude), juntamente com outros movimentos e organizações da sociedade civil que atuam no campo e na cidade. Pela primeira vez no estado, construiremos a unidade na luta entre os movimentos do campo e da cidade. Entre as principais reivindicações estão: a criação de política de recursos hídricos para universalizar o acesso a água no estado; programa estadual de assessoria técnica permanente aos assentamentos e comunidades; estruturação dos órgãos de assessoria e pesquisa (EMATER, EMPARN, IDEMA, INCRA); ampliação do programa de distribuição de alimentos para os rebanhos (milho, silagem); renegociação de dívidas e financiamento para estruturação produtiva da agricultura familiar; incentivo à produção de alimentos agroecológicos da agricultura familiar com redução de tarifa de energia e aquisição desses alimentos pelos programas de compras governamentais; desapropriação de imóveis rurais pelo INCRA e infra-estrutura para os assentamentos de reforma agrária, entre outros.



domingo, 24 de março de 2013

Pesquisa aponta que, no momento, Dilma não tem concorrente

Da Folha:

Dilma alcançaria reeleição no 1º turno, diz Datafolha


A presidente Dilma Rousseff (PT) seria reeleita no primeiro turno se a eleição presidencial fosse hoje, de acordo com pesquisa concluída nesta semana pelo Datafolha.
No cenário mais provável para a campanha de 2014, a petista alcança 58% das intenções de voto, seguida pela ex-senadora Marina Silva, que está organizando um novo partido político, com 16%.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com 10% e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem 6% das preferências. Como a margem de erro da pesquisa é dois pontos percentuais para mais ou para menos, Aécio e Campos podem, no limite, estar empatados.
Outros 6% dos entrevistados declararam voto nulo ou em branco, e 3% disseram não saber em quem votariam. O Datafolha entrevistou 2.653 pessoas entre quarta e quinta-feira, em 166 municípios.
A presidente Dilma ganhou quatro pontos em relação à última pesquisa, realizada em dezembro do ano passado. Os demais nomes oscilaram para mais ou para menos na margem de erro.
Outro cenário pesquisado pelo Datafolha incluiu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como candidato. Embora não tenha manifestado interesse na disputa, seu nome foi especulado após o julgamento do mensalão.
O presidente do STF teria 7% hoje se fosse candidato, deixando Campos em quinto lugar, com 4%. Nesse cenário, Dilma aparece com 56% das intenções de voto, Marina tem 14%, e Aécio, 10%.
A pesquisa foi realizada num momento em que os políticos interessados na disputa presidencial se movimentam freneticamente nos bastidores e os eleitores prestam pouca atenção no assunto.
Campos obtém seu melhor desempenho na região Nordeste, onde alcança 11% das intenções de voto. Nas re- giões Sudeste e Sul, onde é pouco conhecido, o governador de Pernambuco não passa de 3%. Dilma tem 64% das preferências no Nordeste.
O Datafolha também investigou dois cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiria o lugar da sucessora como candidato do PT. Ele também venceria no primeiro turno, com até 60% das intenções de voto.
Nas três eleições presidenciais vencidas pelo PT, em 2002, 2006 e 2010, o partido nunca ganhou no primeiro turno. Em todas, disputou o segundo turno com o PSDB.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados são convidados a indicar suas preferências sem ver os nomes dos candidatos, Dilma foi apontada por 35%. Outros 3% lembraram do ex-governador José Serra (PSDB) e 2% citaram Aécio. (LEANDRO COLON)